SOBREVIDA
À aquele que nenhum bem me causa, se afaste.
Não precisa manter-me perto para roubar-me a pouca alegria e harmonia que me contagia. Não precisa da minha infelicidade já que a sua é suficientemente grande e devia lhe alimentar.
Por favor, vá, não te quero perto de mim, me obrigando a ouvir estas palavras sujas e impensadas, esses olhares hora meigo, hora maldosos. Se fazendo necessário para que sua presença, se torne indispensável.
Esperando sempre mais daqueles que tudo já lhe deram.
Então, afirmo...
Nada mais tenho a te oferecer, quero ficar bem, e não pretendo mais saciar sua sede.
Estou me curando, e você agora, deve mudar de hospedeiro, adoecer um outro alguém.
Pois assim, é sua sobrevida, sugando das pessoas a “humanidade” que lhe falta.
Escrito por: Gislaine Rocha
Escrito por: Gislaine Rocha

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