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sexta-feira, 30 de março de 2012

Cara Estranho...




Fico me olhando no espelho...
Lembro-me da minha infância conturbada, e começo a pensar...
Pensar em como fui e sou diferente das pessoas normais...
Nunca gostei de coisas tradicionais, nunca fui de ficar parado em algum canto por muito tempo...
Sempre vivi em constantes mudanças, nada estava bom...
Nada fazia sentido, o certo para você era o errado para mim...
Fiz muito inimigos por ter esse lado “do contra“ más fiz amigos, não posso dizer que fiz muitos amigos por que não é nada fácil de achar pessoas iguais a mim, ou parecidas...
Gostava de comer as coisas mais exóticas possíveis como por exemplo. Biscoito com leite e ovo no prato “...
Quem na face da terra iria gostar de comer isso?
Eu gosto e como até hoje...
Nunca fui de me apegar a ninguém nem gostava de quem se apegasse a mim...
No meio da multidão eu me sentia estranhamente estranho...
Me sentia em outro planeta...
Aos 15 anos meu gosto musical era o bom e velho rock N’ Roll dos anos 70...
Crianças normais nessa idade gostavam de coisas pop brasileiras...
Sempre tive uma alto dependência...
Nunca gostei de depender de ninguém, nem de pai, nem de mãe, nem de ninguém...
Cresci sendo diferente dos outros, literalmente em todos os sentidos...
No começo me sentia mal por ser diferente...
Ser olhado estranho no meio da rua não era nada prazeroso diga-se de passagem...
Mas fui crescendo assim e fui me acostumando...
Não quero que ninguém se adapte a mim, não quero que ninguém me siga...
Quero apenas que me respeite, respeite esse cara estranho que teima em andar em linhas tortas e sem direção...
Talvez eu já tivesse enlouquecido se fosse igual a todos, talvez eu estivesse morto...
Um dia eis de ver um mundo repleto de pessoas loucas e com identidades próprias...
Sou e faço diferente e sempre farei diferente, pois sou um rio em movimento que nunca é igual como era a um segundo atrás.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Fora de controle

Por que mesmo longe você consegue me afetar tanto?
Você não tem esse direito de me enfraquecer, eu sou um monstro indomável...
Já vi impérios caírem aos meus pés, já vi Deuses e Deusas sucumbirem em lamentos...
Dest
ruí muitas vidas, sem remorsos...
Todos temiam a mim, temiam a minha frieza e crueldade...
Subi as montanhas para conquistar o imenso céu, lá encontrei uma linda rosa, ela estava sozinha naquele topo, ela parecia congelada naquele frio...
Fiquei minutos a olhar aquela bela e singela rosa...
Toda a minha vida veio em mente, todas as atrocidades feitas por mim até aquele momento...
Pela primeira vez senti esse sentimento chamado remorso, olhei para trás e vi meu exercito todo parado a me observar...
Lentamente retirei aquela rosa delicada do chão congelado...
Guardei como se fosse um tesouro, meu tesouro, não entendi muito bem o meu ato na hora...
Aos poucos não sentia mais prazer em destruir a vida de quem ousasse atravessar o meu caminho...
A destruição e o poder já não me dava prazer...
Aquela rosa tinha mudado a minha vida bruscamente, eu não queria aquilo, mas ao mesmo tempo queria...
Era como se essa rosa fosse minha única companhia, era como se aquela rosa fosse a única a se importar comigo no meio de todo aquele reino que eu tinha o poder...
Fui perdendo aliados, uns mortos em guerra por negligência minha, outros simplesmente me abandonaram ao notar a minha mudança...
Foi me restando apenas aquela rosa...
Ao olhar para ela vi que ela estava perdendo sua cor, ela estava sendo absorvida pela morte...
Lentamente ela estava secando, eu queria poder fazer algo de imediato, mas não podia...
Então tive a ideia de levá-la para o pico daquela montanha gelada e isolada...
Subi novamente aquela montanha, mas dessa vez com um aperto no peito e com lagrimas nos olhos...
A plantei naquele chão branco e gelado. Sai evitando olhar para trás. Evitando dar o ultimo adeus...
Evitando a derradeira despedida...
Perdi impérios, perdi guerras, perdi meu trono... Perdi minha rosa...
Mas sei que ela continua viva, mesmo longe, mesmo distante de mim...
Ela nasceu diferente das outras rosas, o lugar dela é sozinha naquela montanha, para que ninguém há faça mal...
Mas sei que esta viva naquela montanha...
Deixei de ser cruel e sanguinário, me tornei diferente do que era por amor aquela rosa...
E por amor á deixei viver longe de mim...
Estranhamente ela me domina até hoje, meu ponto fraco, meu carma, meu castigo...

sábado, 24 de março de 2012


Desabafo final

Não consigo ser igual a vocês...
Na verdade não consigo nem parecer igual a vocês...
Vocês fedem, vocês mentem pra si, vocês enganam os outros...
Vocês não se importam com ninguém, só pensam em si...
Por trás do meu silencio eu grito por justiça, eu grito por liberdade...
Grito para mim mesmo, sei que não tenho voz aqui fora, por isso grito apenas para mim...
Tenho nojo de todos vocês...
Vocês me desprezaram e quando precisam tentam me acolher como se nada tivesse acontecido...
Hoje sou um psicótico sem direção, um louco que clama por um só ideal...
Cometi varias atrocidades ,várias loucuras que me arrependo profundamente...
Mas o que falta a vocês vermes malditos é exatamente isso, falta arrependimento...
Não arrependimento da boca para fora, mas aquele que o coração fala por você...
Sei que vocês não tem capacidade nenhuma de se arrependerem, de pedirem desculpas...
Se acham superiores a todos, pensam que são os senhores da verdade...
Maltratam alguém que estende a mão em profunda demonstração de carinho, de amor...
Deviam ser trancados em uma cela escura e vazia...
Talvez a solidão propriamente dita faça algumas mudanças em vocês...
Talvez o ódio de quem os trancou nessa cela escura façam vocês enxergarem quem vocês realmente são...
Vocês se dizem inteligentes, se dizem espertos, se dizem vividos o bastante para saber o que é certo e o que é errado...
Peço apenas o sumiço de todos vocês....
O sumiço de todos vocês de dentro da minha mente, de dentro de mim...
Quero voltar a ficar sozinho nessa cela escura e solitária que fui colocado...
Quero tirar vocês que me fizeram feliz com palavras e me tomaram em dor com atitudes...
Espero que vocês ardam em arrependimento e vejam que agora é tarde demais...

quarta-feira, 21 de março de 2012


SOBREVIDA

À aquele que nenhum bem me causa, se afaste.
Não precisa manter-me perto para roubar-me a pouca alegria e harmonia que me contagia. Não precisa da minha infelicidade já que a sua é suficientemente grande e devia lhe alimentar.
Por favor, vá, não te quero perto de mim, me obrigando a ouvir estas palavras sujas e impensadas, esses olhares hora meigo, hora maldosos. Se fazendo necessário para que sua presença, se torne indispensável.
Esperando sempre mais daqueles que tudo já lhe deram.
Então, afirmo...
Nada mais tenho a te oferecer, quero ficar bem, e não pretendo mais saciar sua sede.
Estou me curando, e você agora, deve mudar de hospedeiro, adoecer um outro alguém.
Pois assim, é sua sobrevida, sugando das pessoas a “humanidade” que lhe falta.


Escrito por: Gislaine Rocha

Emoções perdidas

Hoje parei para pensar
Pensar em como eu era ha cinco anos atrás...
Em quem eu era ha dois anos atrás...
Poderiam me chamar de Senhor emoções...
Mas o tempo passou, cai diversas vezes, aprendi da pior forma possível...
Fui crescendo, as emoções foram sumindo aos poucos...
Sem perceber eu já estava sem nenhuma emoção forte dentro de mim...
Só aquela que teimava ficar apesar de fraca. Quase morta mais teimava em ficar...
Fui perdendo a piedade, a compaixão...
Fui perdendo o amor... Sim, fui perdendo o amor...
De tanto a roda gigante da vida girar e girar esse sentimento tão significante e nobre para alguns se tornou simplesmente nada para mim...
Podem me crucificar, ou me criticar más essa é a verdade...
Esse sentimento como outros só me trouxeram mais dor, talvez esse seja o único sentimento que restou em mim...
O sentimento de dor, mas essa dor me tornou um homem que nunca pensei em ser um dia ser...
Um homem frio, calculista antes eu morria para as pessoas, hoje as pessoas morrem para mim...
Aprendi a matar os meus medos...
Sentimentos trazem com eles pontos fracos, e esses pontos fracos um dia será a sua queda...
Me sinto bem sem nenhum sentimento, sem nenhuma emoção...
Já não choro mais, já não sinto o coração acelerar com algo que vejo ou escuto de importante...
Importante também não faz parte de mim, nada mais é importante...
Talvez eu seja um homem sem fraqueza, ou talvez não...
Sei que uma pessoa sem tudo isso acaba sendo uma pessoa sem esperança...
Mas como falei, matei tudo que fazia mal dentro de mim...
E a esperança me fazia mal...
Apesar de andar sozinho, eu sei muito bem por onde ando...

segunda-feira, 19 de março de 2012



                                                Lagrimas mortas


De frente ao meu tumulo você chora...
falsas Lagrimas, lagrimas que não são verdadeiras.
Você nunca ousou derramar uma única lagrima se quer por mim quando ainda respirava,
Sinto sua verdadeira face... Você nunca foi o que eu sempre pensei que fosse...
Você naquela noite fria e escura me apunhalou e rasgou o mais precioso órgão que poderia ter,
Via a sua felicidade ao estraçalhar meu coração que batia lentamente
Como um leão esperando a hora certa de atacar sua presa.
Senti um calor que vinha de dentro pra fora,
Vi sangue no meu peito, senti lagrimas no meu rosto.
Preferia morrer de qualquer outro jeito
Mas, não por você. Não por você que sempre defendi, sempre protegi, sempre cuidei...
Me senti traído por mim mesmo.
Não há tempo para perguntas como “Por que você me fez isso?” Já não sinto meu corpo
Mas, ainda observo em silencio sua linda e doce face,
Angelical, com borrões nos olhos causados pelas lagrimas falsas.
Você beija meu corpo já sem vida como se mostrasse arrependimento,
Não se arrependa baby, você cumpriu com o meu destino.
Destino de ser morto pelo ser qual dediquei todo o meu amor
Você deve ter tido motivos fortes para arrancar de mim a minha tão preciosa vida,
Eu não sei para onde eu irei.
Você carregará para sempre a dor e a culpa de ter me tirado desse mundo, talvez algo mais, pois você sabia do meu sentimento por ti.
Não chores mais. O que foi feito já não tem mais volta.
Não podemos voltar no tempo, talvez se eu tivesse essa chance eu não negaria ter te conhecido
Mas, negaria esse amor que me levou a morte
Deixe-me aqui nesse chão, estou morto e você viva
Breve suas lagrimas vão secar, e você esquecerá tudo isso e encontrará alguém que você possa sugar toda sua vida e no final... No final o filme se repete.

quinta-feira, 15 de março de 2012


A última vez...


Olho o sol pela ultima vez...
Ele não esta igual aos outros dias...
Parece que sinto a natureza chorando, ou talvez seja eu que esteja chorando por dentro...
Me sento nesse velho banco, banco esse que com certeza já fez parte de muitas historias...
Historias felizes, e historias tristes...
Já não tenho mais aquela vitalidade de antes, apesar de muito novo meu corpo e minha alma envelhece a cada dia mais e mais...
Em harmonia com o sol que ainda teima a brilhar, vejo um casal de velhinhos de mãos dadas...
Parecem felizes mesmo com a morte tão perto de si...
Um sorri para o outro apaixonadamente...
São felizes e sorriem porque tem um ao outro, um esta sempre ao lado do outro, e será assim até o final da vida...
Acho que não chegarei a repetir essa mesma cena...
Não tenho muito tempo de vida, ou talvez eu já tenha me ido...
E o que restou foi apenas esse velho corpo com uma alma destruída pela ação da natureza que hoje chora, chora por saber que esta morrendo também...
Queria pela ultima vez ter aquela vitalidade toda de quando eu era uma simples criança...
Queria ter lutado mais pelo que sempre quis, queria ter acreditado que eu era capaz de conseguir o que sempre quis...
O fim se aproxima, não fui um bom homem...
Mas ninguém pode me julgar, resta a mim essa missão de me julgar...
Minha única amiga é minha única inimiga, a vida me ajudou, me alegrou más também me iludiu...
Mas me iludiu pela ultima vez...
Já não tenho aquela inocência de antes...
Já não tenho forças para lutar contra ela...
Ela sabe de todas as minhas fraquezas, pela última vez ela me golpeia...
Dessa vez não me levantarei...
Se ao menos... Se ao menos tivesse um único motivo para ficar de pé...
Pela última vez vejo esse sol que sempre iluminou meus dias de angustia e tristeza.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Uma noite de verão com chuvas de inverno 


Eu sei que para sempre não existe,
Mas fiz valer a cada minuto daquela noite.

Janeiro de 1969.
Estávamos deitados na grama olhando para o céu naquela noite quente de verão ela olhava pras estrelas e eu olhava pra ela. Ali naquela hora, segundo e minuto eu era a pessoa mais feliz do mundo, não me importava mais nada, só me bastava ela. O céu sobre nossas cabeças fazia nosso teto e as estrelas nos proporcionavam um magnifico show de estrelas cadentes que migravam no céu, a grama macia fazia- se nossa cama e ela fazia meu mais ambicioso sonho. Falavamos de tudo, das estrelas, de musica, de livros e ate sobre os carros do ano. Ela me falava do seu dia e devaneava em teorias de como as pessoas eram cruéis umas com as outras e eu a acalentava dizia que não era bem assim, mas eu não podia fazer nada, ela era hippie e estava na sua natureza não a contestava deixava que botasse tudo pra fora, todos os seus sentimentos e pensamentos. Começei a brincar com seus cabelos meio louros meio ruivo e com umas contas de bolinhas que caiam de sua bandana amarrada na testa, ela me olhou com os olhos brilhantes e um pouco marejados sob a luz da lua ali pareceu- me um sonho toquei sua face e ela deixou- se levar pelo meu toque fechando os olhos e sorrindo aproximei- me de seus lábios e deixei que ela tocasse os meus com os seus, derretendo um beijo profundo e suave. Ela olhou- me nos olhos e proferiu- me amor eterno e com um beijo selamos nosso juramento um ao outro. Parado a tempo fiquei admirando sua singela beleza, tão pura, tão doce como um néctar de uma flor, a mais bela flor. Quando um súbito desejo esquentou meu coração e invadiu meu corpo, eu a desejava mais do que nunca, tão doce, tão pura, eu a amava e a queria só pra mim e ali eu a possui.

Aquela noite, A minha vida...
Mudou o rumo Completamente.

Anos Antes
Eu estava indo para um acampamento de um amigo, sair um pouco da rotina, distrações, uns dias no campo seria bom.
Quando cheguei, o campus estava repleto de jovens, todos com suas camisas da paz e aquele oculozinho que os Beatles usavam. Mal desci do carro e logo reconheci aquela voz calorosa que me recebia com um jorro de boas vindas relaxado. Era o Lennon um amigo de infância e um dos meus melhores psicanalistas grátis, estava de braços aberto ao meu lado pronto para me dar um arroxo ao que ele chama de abraço, fazia um ano desde que nós havíamos nos vistos, ele não mudara nada ao contrario de mim que segundo ele estava mais forte em outras palavras mais gordo. É o trabalho respondi- lhe sorrindo. Disse- me que eu precisava largar esses atributos materiais e fúteis que a sociedade me fazia ter, fomos caminhando e ele mostrando- me o lugar quando ela parou bem na minha frente com aqueles olhos escuros como a noite fitando o meu rosto e abriu um sorriso na face, voltou- se para Lennon e pulando em seus braços o envolveu num abraço ­­– “John essa aqui é Elena ela é o jasmim do meu jardim”- e dizendo isso ele a beijou não sei por que, mas aquilo me provocou um enorme incomodo eu nem a conhecia, balancei minha cabeça e afastei aqueles sentimentos de mim os levando junto com os olhos- “Elena termine de mostrar o lugar ao John”- ela concordou acenando com a cabeça meio melancólica-“vem vamos”- disse por fim, ela falava de tudo e de todos, mas eu nem assimilava coisa alguma, só ouvia o som da sua voz o que dizia? Não sei, eu estava enfeitiçado por aquela mulher, andamos ate chegar numa praia e ela parou. Ela admirando o horizonte e eu a ela. Observei atentamente a cada detalhe daquela imagem até que ela me olhou fixamente, ficamos ali parados um olhando para o outro não dizíamos nada e nem precisava de palavras nossos corações falavam por nós batendo cada vez mais rápido em ritmo desacelerado quando enfim ela sentou-se num montinho de areia e voltou a olhar o mar afora, eu sentei ao seu lado – “bonito o mar não é?!”- perguntou- me e apenas lhe respondi com um aceno de cabeça e ficamos a conversar...

Depois do dia em que nos conhecemos,
O rumo de nossas vidas mudou drasticamente...
Conflito

Encontrávamo-nos às escondidas e passávamos horas juntos, a parede do meu quarto estava amarrotada de pinturas e desenhos dela, até que descobri que ela tinha alguém e que este era o meu melhor amigo, não suportei saber que eu havia traído nossa amizade. Infelizmente ele já havia descoberto nossa traição, o vi discutindo com Elena enquanto saia do meu quarto, ela estava gritando com uma voz eufórica e lagrima nos olhos, o que ela disse a ele eu jamais saberei, quando ele me viu não pensou duas vezes antes de me atingir com um soco no rosto, -“Lennon, o que foi? Porque fez isso?”- cambalei um pouco pra trás meio tonto com a pancada, -“o que foi isso?! Isso foi pela Elena, seu filho da mãe”- logo me recuperei e devolvi-lhe um golpe que pegou na sua mandíbula forçando um deslocamento, pelo menos aquelas aulas de taekwondo haviam me servido para alguma coisa, descobrira mais tarde que o real motivo da briga é que a Elena estaria gravida e ele não a tinha tocado apenas eu, ele sabia o tempo todo só não acreditava nessa possível realidade, ele fora tão enganado quanto eu, não sabíamos um da existência do outro, o que pretendia ela? O que ela contara a ele? Mas naquela hora Lennon estava irreconhecível, cego de raiva e decidido a acabar com a minha vida, sacou uma arma e sem hesitar atirou antes disso Elena prevendo esse feito temeu por minha vida gritou um esbravejado “não” e se pôs a minha frente o tiro acertou seu peito e ela ali morreu nos meus braços olhando fixamente nos meus olhos marejados de lágrimas que escorriam sem minha permissão, soltando um ultimo suspiro e lagrima ela proferiu – “É a você que eu amo John”- e a vida deixou o seu corpo, desnorteado fiquei ali a abraça-la uma dor rasgava-me o peito toda a minha vida tinha ido junto com ela, Lennon perturbado sofria tanto quanto eu pela perda e chorava como criança num canto da parede, eu cego pelo ódio peguei a arma o arrastei para o outro lado da sala não lhe disse uma palavra não precisava ele sabia o que estava por vir e eu o mandei direto para a morte. Era uma noite de verão e naquele momento de dor inexplicável e sangue eu enfrentei meus maiores temores, uma noite de verão que choveu como inverno.

Conto escrito por: Lunne Lenne

sábado, 10 de março de 2012


Deusa Com Ar De Menina...


Nunca fui de acreditar em anjos ou em Deuses...
Apesar de ter uma família muito religiosa, sempre achei que isso era bobagem...
Nós nunca esperamos que algo estranho aconteça conosco...
Então você surge de pará-quedas na minha vida, você tem algo de diferente...
Algo incrivelmente belo e assustador ao mesmo tempo. Você não parece ser desse mundo, não! Você não é, será que estou ficando louco?
Me sinto estranhamente bem perto dela...
Me sinto nas nuvens, no céu. Será ela uma Deusa? Mesmo com aparência de uma simples menina? Mesmo por trás desse ar sombrio existente nela, ainda sim me faz bem...
Me leve desse purgatório maldito minha deusa...
Cansei de vagar sem direção, meu lugar é ao seu lado...
A minha salvação que tanto esperei...
Me faça feliz minha deusa...
Espere, por que ela esta sumindo? Ela esta me deixando só novamente...
Você me enganou todo esse tempo ao seu lado...
Seu lugar não é aqui nesse purgatório imundo...
Seu lugar é no paraíso, longe de mim pobre mortal...
Agora só me resta as doces e amargas lembranças daquela Deusa, Deusa com ar de menina...
No começo acreditava  em um único Deus, agora acredito em uma única Deusa...
Você será minha eterna e única deusa, a mais bela e perfeita Deusa com ar de menina...
Um dia iremos nos encontrar novamente, tenho certeza que você iluminará a estrada que me levara até ti...
E ai sim, poderei ser seu único e verdadeiro Deus também...

sexta-feira, 9 de março de 2012


Assassina De Coração...


    Ela da janela do seu apartamento, a viu sair toda de preto,disse em seu pensamento “ Ela é tão linda, calma,passiva,singela, não pode ser filha desse mundo. A onde será que vai? “ ,  não sabia, “ vou segui-lá “ Disse com tal convicção e em voz alta que saiu do parapeito da janela de onde se encontrava debruçado e desceu as escadas do pequeno prédio as presas, para que não fosse tarde demais e não encontrasse nenhum traço de seu anjo na rua, mas logo que ele cruzou a porta do prédio viu a barra de seu vestido preto enrolar na esquina, andou depressa, pois não queria perde-lá de vista. Enrolando a esquina ele manteve uma certa distância, não queria que ela suspeitasse que ele á estava seguindo, ele andou mais ou menos umas três quadras, e depois enrolou em uma esquina escura e de um certo modo até sombria.
    Ela entrou em uma casa de aparência velha e deserta, ele nunca havia reparado que ainda existiam casas tão velhas por ali. Vinte minutos depois ela tinha voltado, voltava com uma expressão preocupada e sem querer seus olhos se encontravam por um momento, apenas por um breve momento quando ela observava a paisagem, logo ela tomou o seu caminho e entrou em uma viela bem escura e deserta de gente ou de qualquer outra coisa viva, ele apressou os passos para alcança-lá temendo ser tarde demais e não mais a vê-lá, mas quando ele entrou na estreita e pequena rua, não havia mais nada, ele andou mais um pouco e avistou o fim da rua. Ela tinha que estar ali em algum lugar, a rua não tinha saída! “foi quando de alguma entranha por trás dele uma mão fina e gelada, o puxou para traz, ele sentiu uma ponta fina e amolada de uma lâmina no seu pescoço e um cheiro doce no ar o envolveu, o cheiro dela “não grite” esbravejou ela para ele” Por que esta me seguindo? Sei muito bem quem você é, por que me seguiu? “ perguntou ela sussurrando em seu ouvido, ele ficou calado, não moveu um único músculo, ela percebendo que ele não ia falar nada continuou “ A menos que não queira ser morto me responda a pergunta “
     “ Eu não sei “ disse ele por fim.
     “ Eu não estou brincando, você não sabe quem eu sou. Eu não quero matar você, não é você que eu quero. Vá embora, agora! Eu não vou te matar não agora. “ E a mão o soltou, levemente recuaram de volta ao escuro como plumas sendo puxadas deixando o seu corpo livre. E ele saiu, não olhou para traz, não ousava faze-lo seu corpo estava em transe e sua mente estava estagnada sem pensamentos, ele apenas andou, andou até que parou. E sem nenhum motivo concreto ou pensamento lúcido na sua cabeça ele voltou, voltou aquela mesma viela de onde tinha saído á pouco tempo, quando viu a garota e um homem de joelhos a sua frente e com as mãos abertas cheias de sangue e a menina segurava o seu coração e também segurava a espada reluzente apontada para o pobre órgão sensível, ele disse a ela “ pronto, é seu. É seu o meu coração “  Ela friamente apenas esbravejou “ não é o bastante “ e com um olhar de dor em um súbito movimento apunhalou o coração, ele balbuciando entre lagrimas gritou “ não” Mas já era tarde demais a lâmina da faca estava toda dentro do pobre coração que foi parando de bater aos poucos, e aos poucos o homem foi deitando no chão, aos poucos ela foi chorando,sim ela também chorava a dor, mas por que matava se doía? Porque era preciso matar. Ela se matava aos poucos para quando morrer não morrer de uma vez, ela largou o coração do homem perto do corpo, e enquanto ia se afastando, disse “  Ele nunca foi meu, nunca poderia ter me pertencido, não era meu nem nunca será “  e saiu. Ela parou em sua direção, o olhou nos olhos, ou melhor, por que não dizer na sua alma que o atordoou mais ainda, ele correu, correu desesperado não acreditara o que acabava de ver, foi para casa, o mais rápido que pode. Ele sabia que ela tinha notado sua presença e que ele viu tudo, e sabia que ela certamente iria atas dele, foi para seu quarto do apartamento e ficou na janela pensando em tudo que havia presenciado quando depois de horas ele á viu chegar em casa. Ela há viu na janela, fixou os olhos verdes nele por um bom tempo, ele á viu falar alguma coisa que identificou como “ Eu não vou matar você “ e saiu do seu campo de vista, ele arriou no chão perturbado demais para esboçar qualquer expressão, mas agora ele sabia quem era ela, e ainda assim ele a amava, como podia? Como podia ele ama-lá?
    Ela era um demônio disfarçado de anjo, era o seu anjo, agora ele não ligava mais para quem ela fosse ele apenas a amava, mas aquele homem também a amava, ele arrancou o próprio coração, ele deu a ela o próprio coração. Um calafrio atravessou sua espinha, ele sabia, sabia que seria o próximo, mas agora ele sabia quem ela era, sabia que morreria, ela era uma assassina, uma assassina de corações.

Conto escrito por : Lunne Lenne

sexta-feira, 2 de março de 2012



A sentença...

Tentei tocar o barco...
Tentei continuar a caminhada sem olhar pra trás...
Juntei o resto de força que me restava e me levantei, fiquei de pé...
Fraco e ferido, más de pé...
Quando tudo começa a caminhar normalmente na minha vida...
O passado volta, aquilo que não queria que voltasse acabou voltando...
Você me apareceu novamente...
Por que isso me persegue? Por que você me persegue?
Você não tem a força necessária para me matar más tem a força necessária pra me torturar...
Nunca tive ponto fraco... Depois que você me apareceu você conseguiu ser esse único ponto fraco...
Não consigo controlar essa insegurança, esse medo...
Prometi te matar aos poucos dentro de mim...
Prometi ficar em paz sem ti, mas isso é difícil demais...
Algo mais forte me impede de te apagar da minha historia...
Não, isso não é bom...
Tudo que sofri até hoje você só agravou mais e mais...
Você me tem nas mãos, e não sabe...
Nem quero que imagine isso...
Até quando isso vai me ferir? Até quando vai me torturar...
Só queria poder te olhar e não sentir nada por ti
Só queria ouvir a sua voz e meu coração maldito não bater mais forte...
Só queria apagar você da minha mente...
Mas nada disso eu posso... O que eu posso é lembrar tudo que vivemos...
Todas as brigas, todos os risos fáceis...