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sexta-feira, 9 de março de 2012


Assassina De Coração...


    Ela da janela do seu apartamento, a viu sair toda de preto,disse em seu pensamento “ Ela é tão linda, calma,passiva,singela, não pode ser filha desse mundo. A onde será que vai? “ ,  não sabia, “ vou segui-lá “ Disse com tal convicção e em voz alta que saiu do parapeito da janela de onde se encontrava debruçado e desceu as escadas do pequeno prédio as presas, para que não fosse tarde demais e não encontrasse nenhum traço de seu anjo na rua, mas logo que ele cruzou a porta do prédio viu a barra de seu vestido preto enrolar na esquina, andou depressa, pois não queria perde-lá de vista. Enrolando a esquina ele manteve uma certa distância, não queria que ela suspeitasse que ele á estava seguindo, ele andou mais ou menos umas três quadras, e depois enrolou em uma esquina escura e de um certo modo até sombria.
    Ela entrou em uma casa de aparência velha e deserta, ele nunca havia reparado que ainda existiam casas tão velhas por ali. Vinte minutos depois ela tinha voltado, voltava com uma expressão preocupada e sem querer seus olhos se encontravam por um momento, apenas por um breve momento quando ela observava a paisagem, logo ela tomou o seu caminho e entrou em uma viela bem escura e deserta de gente ou de qualquer outra coisa viva, ele apressou os passos para alcança-lá temendo ser tarde demais e não mais a vê-lá, mas quando ele entrou na estreita e pequena rua, não havia mais nada, ele andou mais um pouco e avistou o fim da rua. Ela tinha que estar ali em algum lugar, a rua não tinha saída! “foi quando de alguma entranha por trás dele uma mão fina e gelada, o puxou para traz, ele sentiu uma ponta fina e amolada de uma lâmina no seu pescoço e um cheiro doce no ar o envolveu, o cheiro dela “não grite” esbravejou ela para ele” Por que esta me seguindo? Sei muito bem quem você é, por que me seguiu? “ perguntou ela sussurrando em seu ouvido, ele ficou calado, não moveu um único músculo, ela percebendo que ele não ia falar nada continuou “ A menos que não queira ser morto me responda a pergunta “
     “ Eu não sei “ disse ele por fim.
     “ Eu não estou brincando, você não sabe quem eu sou. Eu não quero matar você, não é você que eu quero. Vá embora, agora! Eu não vou te matar não agora. “ E a mão o soltou, levemente recuaram de volta ao escuro como plumas sendo puxadas deixando o seu corpo livre. E ele saiu, não olhou para traz, não ousava faze-lo seu corpo estava em transe e sua mente estava estagnada sem pensamentos, ele apenas andou, andou até que parou. E sem nenhum motivo concreto ou pensamento lúcido na sua cabeça ele voltou, voltou aquela mesma viela de onde tinha saído á pouco tempo, quando viu a garota e um homem de joelhos a sua frente e com as mãos abertas cheias de sangue e a menina segurava o seu coração e também segurava a espada reluzente apontada para o pobre órgão sensível, ele disse a ela “ pronto, é seu. É seu o meu coração “  Ela friamente apenas esbravejou “ não é o bastante “ e com um olhar de dor em um súbito movimento apunhalou o coração, ele balbuciando entre lagrimas gritou “ não” Mas já era tarde demais a lâmina da faca estava toda dentro do pobre coração que foi parando de bater aos poucos, e aos poucos o homem foi deitando no chão, aos poucos ela foi chorando,sim ela também chorava a dor, mas por que matava se doía? Porque era preciso matar. Ela se matava aos poucos para quando morrer não morrer de uma vez, ela largou o coração do homem perto do corpo, e enquanto ia se afastando, disse “  Ele nunca foi meu, nunca poderia ter me pertencido, não era meu nem nunca será “  e saiu. Ela parou em sua direção, o olhou nos olhos, ou melhor, por que não dizer na sua alma que o atordoou mais ainda, ele correu, correu desesperado não acreditara o que acabava de ver, foi para casa, o mais rápido que pode. Ele sabia que ela tinha notado sua presença e que ele viu tudo, e sabia que ela certamente iria atas dele, foi para seu quarto do apartamento e ficou na janela pensando em tudo que havia presenciado quando depois de horas ele á viu chegar em casa. Ela há viu na janela, fixou os olhos verdes nele por um bom tempo, ele á viu falar alguma coisa que identificou como “ Eu não vou matar você “ e saiu do seu campo de vista, ele arriou no chão perturbado demais para esboçar qualquer expressão, mas agora ele sabia quem era ela, e ainda assim ele a amava, como podia? Como podia ele ama-lá?
    Ela era um demônio disfarçado de anjo, era o seu anjo, agora ele não ligava mais para quem ela fosse ele apenas a amava, mas aquele homem também a amava, ele arrancou o próprio coração, ele deu a ela o próprio coração. Um calafrio atravessou sua espinha, ele sabia, sabia que seria o próximo, mas agora ele sabia quem ela era, sabia que morreria, ela era uma assassina, uma assassina de corações.

Conto escrito por : Lunne Lenne

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