Rumo a lugar nenhum..
Aqui estou eu perdido novamente...
Me sinto rodando em círculos tentando achar uma curva que não me leve novamente ao mesmo lugar...
Mas por outro lado, tenho medo do que pode ter caso eu saia dessa rota...
O tempo passa e permaneço plantado dentro desse carro, ele é minha casa, minha diversão e meu trabalho...
Lá fora parece ter ar puro, ar esse que limpa os pulmões e revitaliza até mesmo um doente em fase terminal, aqui dentro venho respirando o mesmo ar á anos, talvez á séculos...
Vejo as crianças felizes lá fora, vejo os idosos sorrindo ao ver seus netos brincando na frente de casa...
Não tenho tempo de parar, não posso parar...
Mas por que não posso parar esse maldito carro?
Será que fui feito apenas para dirigir esse carro para lugar nenhum?
Já foi o tempo no qual eu buscava explicações, hoje apenas dirijo...
Os pneus estão gastos, o motor já não tem aquela força, aquele arranque de antes...
É o que acontece comigo também, já dei carona para alguns, ouvi historias lindas e felizes, com começo, meio e fim feliz. Já ouvi histórias tristes mas não, não era mais triste que a minha história...
Agora mesmo, olho para o banco do passageiro ao lado e não vejo ninguém...
Ligo o som velho que pega apenas uma única rádio e com uma péssima sintonia...
Toca uma musica romântica. Essa maldita historia de amor me persegue até aqui...
Lembro-me de uma jovem a quem dei carona á muito tempo atrás...
Ela era linda, com seus olhos castanhos que reluzia no retrovisor embaçado...
Cabelos arco-íris, sim! Arco-íris, pois não existia definição para as transformações que ocorriam em segundos no seu cabelo, sua pele era o reflexo da luz...
Ela me pediu para deixa-la o mais perto que seja do fim...
Por que uma bela jovem como ela quer tanto ir para aquele lugar...
Desisti de fazer essa pergunta a ela ao olhar seus olhos novamente já mortos...
A viagem continuou até o ponto no qual ela queria ir, ela me deu apenas um aceno com a mão e partiu em meio á escuridão que tomava ali...
Foi nela que ficou o último vestígio desse maldito sentimento que me persegue...
No final eu acabei descobrindo que servi apenas de motorista para todos que entraram no meu carro e na minha vida...
Levando a onde eles queriam ir, e depois....
Não lembravam mais quem os levou até lá...
Continuo aqui, com meu velho carro, olhando daqui de dentro a vida lá fora.
Aqui estou eu perdido novamente...
Me sinto rodando em círculos tentando achar uma curva que não me leve novamente ao mesmo lugar...
Mas por outro lado, tenho medo do que pode ter caso eu saia dessa rota...
O tempo passa e permaneço plantado dentro desse carro, ele é minha casa, minha diversão e meu trabalho...
Lá fora parece ter ar puro, ar esse que limpa os pulmões e revitaliza até mesmo um doente em fase terminal, aqui dentro venho respirando o mesmo ar á anos, talvez á séculos...
Vejo as crianças felizes lá fora, vejo os idosos sorrindo ao ver seus netos brincando na frente de casa...
Não tenho tempo de parar, não posso parar...
Mas por que não posso parar esse maldito carro?
Será que fui feito apenas para dirigir esse carro para lugar nenhum?
Já foi o tempo no qual eu buscava explicações, hoje apenas dirijo...
Os pneus estão gastos, o motor já não tem aquela força, aquele arranque de antes...
É o que acontece comigo também, já dei carona para alguns, ouvi historias lindas e felizes, com começo, meio e fim feliz. Já ouvi histórias tristes mas não, não era mais triste que a minha história...
Agora mesmo, olho para o banco do passageiro ao lado e não vejo ninguém...
Ligo o som velho que pega apenas uma única rádio e com uma péssima sintonia...
Toca uma musica romântica. Essa maldita historia de amor me persegue até aqui...
Lembro-me de uma jovem a quem dei carona á muito tempo atrás...
Ela era linda, com seus olhos castanhos que reluzia no retrovisor embaçado...
Cabelos arco-íris, sim! Arco-íris, pois não existia definição para as transformações que ocorriam em segundos no seu cabelo, sua pele era o reflexo da luz...
Ela me pediu para deixa-la o mais perto que seja do fim...
Por que uma bela jovem como ela quer tanto ir para aquele lugar...
Desisti de fazer essa pergunta a ela ao olhar seus olhos novamente já mortos...
A viagem continuou até o ponto no qual ela queria ir, ela me deu apenas um aceno com a mão e partiu em meio á escuridão que tomava ali...
Foi nela que ficou o último vestígio desse maldito sentimento que me persegue...
No final eu acabei descobrindo que servi apenas de motorista para todos que entraram no meu carro e na minha vida...
Levando a onde eles queriam ir, e depois....
Não lembravam mais quem os levou até lá...
Continuo aqui, com meu velho carro, olhando daqui de dentro a vida lá fora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário