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sábado, 28 de janeiro de 2012

Suicidio...



Nessa manha olhei o sol...
Ele parecia estar com uma sombra
Uma sombra que escondia o seu brilho
A tristeza me tomou...
As lembranças de toda uma vida me veio em questões de segundos...
A vontade era de chorar, chorar por uma vida amargurada e detestável
Mas não havia mais lagrimas a serem derramadas
Em desespero tentei me apegar a algo, ou alguém...Tentativa em vão
Meu coração estava triste e sombrio demais para isso acontecer...
Foi então que olhei para o lado, lá estava a única maneira de tudo enfim ter um final...
Já não me importava com mais nada, Lá estava uma velha arma
A arma do meu pai...
A carreguei com uma única bala
Bala esta que selaria o meu destino maldito...
E daria fim a essa desgraçada dor que foi sempre minha única companhia ...
Por fim pensei na única coisa que poderia impedir esse triste fim
Mas também lembrei que ela estava longe demais, longe do meu alcance, longe do meu coração sombrio, longe da minha mente suicida...
Então olhei pela ultima vez o céu que não era mais azul para mim, ele era cinza, talvez nunca tenha sido azul... Não importa mais...
Engatilhei... Encostei o cano da velha arma no céu da minha boca
Então para minha derradeira surpresa...A ultima lagrima eis de teimar em cair...
Mas já era tarde demais, o destino tinha sido selado para sempre
O sol antes sombrio, agora não existia mais
Assim acabava a vida de dor e sofrimento de um condenado...Condenado a uma vida toda de dor e tristeza.

“ Uma pessoa suicida não pensa em dar um fim na sua própria vida, mas sim dar um fim na sua própria dor “

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